As moedas do Brasil

Desde o seu descobrimento o Brasil teve diversas moedas diferentes. Neste post apresentaremos uma breve descrição de cada uma delas.

Real / “Réis”

reis_ate-1942

Nota de 1 Real (Réis)

 

Usada desde o descobrimento do Brasil até 1942. Foi a moeda que ficou por mais tempo em circulação no nosso país. Ao longo desse período sofreu algumas mudanças de design.

Originalmente se chamava “Real”, mas seu nome se popularizou como “Réis”, o plural de Real. Este nome permaneceu até mesmo depois da independência em 1942.

Cruzeiro (1942)

cruzeiro_1942

Notas de 1 e 100 Cruzeiros.

A nova moeda brasileira substituiu o Réis em 1942, devido à sua desvalorização. Ela também foi a primeira a usar os centavos. 1.000 Réis equivaliam a 1 Cruzeiro.

Cruzeiro Novo

cruzeiro-novo_1967

Notas de 10 cruzeiros e 10.000 cruzeiros, que a partir de 1967 passaram a ter valores de 1 centavo e 10 cruzeiros novos, respectivamente, representados pelos carimbos.

Uma moeda de transição estabelecida em 1967 devido a rapidez com que o Cruzeiro perdia valor, devido à inflação. Suas notas eram apenas as notas de Cruzeiro com carimbos que marcavam seus novos valores. 1.000 Cruzeiros equivaliam a 1 Cruzeiro Novo.

Cruzeiro (1970)

cruzeiro_19701

Notas de cruzeiro 1970.

A moeda, em 1970, voltou a se chamar Cruzeiro, porém nada mudou. 1 Cruzeiro Novo equivalia a 1 Cruzeiro.

Cruzado

cruzado_19861

Notas de 10 e 10.000 cruzados.

Novamente, devido a inflação, a moeda mudou. Em 1986 foi implantado o Cruzado. Boa parte das notas de cruzeiro foram reaproveitadas e, assim como o cruzeiro novo, carimbadas com o novo valor. 1.000 Cruzeiros equivaliam a 1 Cruzado.

Cruzado Novo

cruzado-novo_1989

Notas de 1.000 Cruzados reaproveitada, com seu novo valor carimbado de 1 Cruzado novo, e de 500 Cruzados novos.

Em 1989 a moeda mudou novamente. Passou a se chamar Cruzado Novo. Assim como o Cruzeiro, o Cruzado foi reaproveitado com carimbos com seus novos valores. 1.000 Cruzados equivaliam a 1 Cruzado Novo.

Cruzeiro (1990)

cruzeiro_1990

Notas de 100 Cruzeiros e de 500.000 Cruzeiros.

A nova moeda, implementada em 1990, também se chamava Cruzeiro. 1 Cruzado Novo equivalia a 1 Cruzeiro.

Cruzeiro Real

cruzeiro-real_1993

Notas de 1.000 Cruzeiros Reais e de 50.000 Cruzeiros Reais.

Implantada em 1993 também por causa da inflação. E assim como já ocorreram várias vezes foram reutilizadas notas anteriores com carimbos. 1.000 Cruzeiros equivaliam a 1 Cruzeiro Real.

Real

novo_real

Notas do Real. À direita, seu design original. À esquerda sua nova roupagem, lançado em 2010.

Implementado em 1º de Julho de 1994 pelo Plano Real, e que permanece em circulação até hoje. 1 Real passou a valer 2.750 Cruzeiros Reais. Em 2010 as cédulas receberam uma nova roupagem, mostradas acima. Originalmente existia a cédula de 1 Real, porém foi descontinuada e o valor existe hoje somente em formato de moeda.

 

Mais amor à arte por favor

O período de Ditadura militar brasileira, de 1964 até 1985, ainda que muito conturbado e sombrio, contribuiu para a produção artística da época e deixou diversas marcas desse  cenário.

A musica, literatura, cinema e pintura todos apresentaram obras simplesmente incríveis.

Resultado de imagem

Ho Chi Min (revolucionário comunista do Vietnam)

Não ha dúvida de que durante esse período, devido a grande confusão e normas rígidas,
houve uma intensa dificuldade em se expressar artisticamente e isso ocorreu na música clássica também, onde o compositor Ayton Escobar por exemplo, escolheu poemas de Ho Chi Min (revolucionário comunista do Vietnam) para sua obra “Poemas do cárcere”, que ganhou o primeiro prêmio do I Festival de Música da Guanabara em 1969.

Este passado musical brasileiro está quase que totalmente esquecido nos dias de hoje, mas vale a pena lembrar que a primeira vez que o compositor polonês Krystof Penderecki regeu em São Paulo, no início da década de 80, ele ficou admirado com a facilidade com que a orquestra do Teatro Municipal de São Paulo lidava com peculiaridades da escrita moderna de algumas de suas mais ousadas obras.

Com certeza a repressão das artes foi bem marcante para os atores daquela época, com o imenso número de cortes e censuras, grandes obras primas tiveram de perder bastante para serem passadas no cinema ás pessoas. Todo filme que ia para o cinema devia conter uma autorização oficial. Apesar disso, houveram obras interessantes, como as produções de Glauber Rocha, em especial, Terra em transe, um filme que ironizava o governo autocrático.

Outro marco foi o fato de ter havido a proibição da exibição do Ballet “O lago dos cisnes” de Tchaikovsky nas televisões brasileiras porque seria dançado por uma companhia russa, o Bolshoi. Os cisnes comunistas certamente representavam uma ameaça.

Na música popular pode-se encontrar diversos nomes que ainda são marcos da resistência ao regime, como por exemplo, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Edu Lobo…

Resultado de imagem para caetano veloso, gilberto gil e tom ze

Gilberto Gil, Tom Ze e Caetano Veloso

Roberto Carlos também foi um dos que contestavam o regime da época. É neste período também que surge a Tropicália, movimento que consolidou a fama de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.

 

Com isso, e possível perceber que as artes tiveram um auge bem elevado durante este período, o que faz dessas produções, um grande marco não só da história como também da condição social e politica das pessoas daquela época.

 

3 filmes, uma história

Cabra Marcado Para Morrer conta a história de João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas de Sapé do interior da Paraíba. No ano de 1962 João foi assassinado por ordem de grandes latifundiários nordestinos.

Interessado pela  história, Eduardo Coutinho vai até a Paraíba, e propõe aos familiares e amigos de João Pedro um filme sobre sua história, onde os atores seriam os próprios personagens da história, apenas João teria de ser interpretado por outra pessoa. A produção começou em 1964, mas no mesmo ano houve o golpe militar. As gravações tiveram de ser interrompidas, forças policiais cercaram a cidade onde estavam, participantes do filme foram acusados de praticarem comunismo, alguns tiveram que se refugiar ou foram presos.

Elizabeth Teixeira, a mulher, estava viúva, com 11 filhos pequenos foi perseguida. Trocou de nome e se escondeu no interior do Rio Grande do Norte. Encontrou-se com Fidel e Che Guevara, recusou o convite de se mudar com toda a família para Cuba; a luta no Brasil naquele momento era mais importante.

17 anos depois, no período de início da abertura da ditadura, Eduardo Coutinho recupera parte das gravações e fotos da obra, e então, resolve retornar as filmagens, buscando depoimentos dos personagens principais que vivenciaram a época da ditadura. Ele volta à cidade das gravações e reencontra aquelas pessoas fazendo agora, um documentário.

Em 2013, 30 anos depois do lançamento do documentário o diretor faz outro encontro com aquelas pessoas e faz então uma nova filmagem. Isso acontece pouco antes de morte de Eduardo, e em 2014, já após sua morte, é relançado em DVD Cabra Marcado Para Morrer, junto com as gravações desses reencontros. Veja as duas filmagens:

Fontes:
http://www.mst.org.br/2015/02/18/o-parabens-aos-90-anos-de-elizabeth-teixeira.html
https://www.brasildefato.com.br/node/28022/

A história contada em filmes

Há diversos filmes, muitos deles brasileiros, que se passam durante os governos de Getúlio e que podem nos auxiliar bastante a visualizar como era o cenário da época. Alguns sobre Vargas, outros sobre figuras da época, todos estes 20 filmes citados abaixo se passam entre os anos de 1930 e 1954.

01 – Revolução de 30
Resultado de imagem para revoluçao de 1930 filmeDocumentário que reúne mais de trinta documentários e filmes de ficção, fotografias e registros sonoros mostrando os momentos que antecederam o conflito, seu desenrolar e consequências. Seu fio condutor é o documentário “Pátria Redimida”, realizado na época por João Batista Groff com cenas filmadas em zonas de combate: Itararé, Ribeira e Catinguá. Inclui comentários críticos de Boris Fausto, Edgar Carone e Paulo Sérgio Pinheiro. A trilha sonora traz antigas gravações de discursos e músicas do período, algumas compostas especialmente para celebrar a revolução: hinos a João Pessoa, a Miguel Costa e Juarez Távora.

 

02 – O velho, a história de Luiz Carlos Prestes
Resultado de imagem para O velho, a história de Luiz Carlos PrestesDocumentário sobre a vida e a militância do líder comunista brasileiro desde a sua educação militar, passando pelo tenentismo, formação da Coluna, governo Vargas, ditadura militar, exílio, abertura política e seu retorno com a anistia chegando à participação, já idoso, nas manifestações operárias dos anos 1980. Dois vídeos históricos abrem o documentário: um de 1989 sobre a queda do Muro de Berlim e outro de 1917 sobre a Revolução Russa. A trajetória de Prestes é feita por meio de fotos e filmes de época, depoimentos dos filhos, descendentes de líderes tenentistas, políticos e do próprio Prestes (tomado em novembro de 1985).  A narração de Paulo José faz a conexão do rico acervo documental apresentado pelo documentário. Direção de Toni Venturi. Brasil, 1997

 

03 – Adágio ao Sol
Resultado de imagem para adágio ao solNo início dos anos 1930, numa fazenda de café no interior de São Paulo, Júlio (Cláudio Marzo), Angélica (Rossana Ghessa) e Álvaro (Marcelo Moraes) vivem um intenso triângulo amoroso, tendo como pano de fundo a crise do café, a tomada do poder por Getúlio Vargas e a revolução constitucionalista de 1932 na qual Álvaro se alista. Uma curiosidade: para as cenas de multidão, nos momentos pré-revolucionários, o diretor teve o apoio da população da cidade de Casa Branca, SP que foi devidamente caracterizada conforme a moda da época. Direção de Xavier de Oliveira. Brasil, 2000.

 

04 – Soldado de Deus.
Resultado de imagem para soldado de deus filmeDocumentário sobre o Integralismo e seu principal mentor, Plínio Salgado que mobilizou cerca de 1 milhão de pessoas e teve 500 mil filiados, constituindo o primeiro partido de massas do Brasil. Traz o testemunho daqueles que ajudaram a sua formação e, ocasionalmente, deixaram de defender seus princípios e práticas bem como daqueles que sempre o criticaram, além de pesquisadores entre eles Anita Prestes, Gerardo Melo Mourão, Antônio Carlos Vilaça, Leandro Konder, Muniz Sodré entre outros pensadores e pesquisadores. Narração de Nelson Xavier. Direção de Sérgio Sanz. Brasil, 2004.  

 

05 – Memórias do Cárcere
Resultado de imagem para memórias do carcere nelson pereiraReconstitui os dez meses, entre 1936 e 1937, em que o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza) ficou preso na Ilha Grande, RJ, acusado de participação na Intentona Comunista. Inicialmente, a prisão lhe parece um intervalo para se libertar da vida enfadonha com a mulher, o emprego público e o provincianismo de sua cidade, Maceió, onde era diretor da Instrução Pública de Alagoas. A crueldade do que vê na prisão é suportada pela dedicação à literatura, enquanto sua esposa (Glória Pires) e um advogado procuram meios para libertá-lo. Os prisioneiros o tratam com carinho pois querem “sair no livro” que, no entanto, só será publicado em 1953, após sua morte, com o nome “Memórias do Cárcere”. Consagrado no Festival de Cannes de 1984, o filme foi realizado com um elenco de 120 atores e 2.000 figurantes Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1984.

 

06 – Aleluia, Gretchen
Resultado de imagem para aleluia, gretchenFicção que conta a história de uma família de imigrantes alemães que, em 1937, por perseguição ao pai, o professor Ross (Sérgio Hingst) foge do nazismo e vem radicar-se numa cidade no interior do Paraná onde compram um hotel. Quando começa a guerra, a mãe, Frau Kranz (Míriam Pires), que continua admiradora do nazismo, permite que o filho volte à Alemanha para lutar na guerra.  Membros da família envolvem-se com o integralismo e com os espiões da 5ª coluna. Na década de 1950 são visitados por ex-oficiais da SS nazista em trânsito para a Argentina e a intromissão faz reviver episódios aparentemente sepultados com o fim da guerra. 

 

07 – Olga
Resultado de imagem para olga filmeA trajetória de Olga Benário (Camila Morgado) e Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) na época da ditadura de Getúlio Vargas (Osmar Prado) até a prisão de ambos ordenada por Filinto Müller (Floriano Peixoto), acusados de organizar a Intentona Comunista de 1935. Por sua origem alemã e judia, Olga é deportada para a Alemanha onde morre na câmara de gás no campo de concentração de Ravensbrück, deixando sua filha recém-nascida Anita Leocádia. Direção de Jaime Monjardim. Brasil, 2004.

 

08 – O mundo em que Getúlio viveu
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeDocumentário sobre a vida e a época de Getúlio Vargas com narração de Armando Bogus. Rememora o início do século XX, a belle époque, os voos experimentais de Santos Dumont, a I Guerra Mundial, a ascensão do fascismo e nazismo, a II Guerra Mundial, a revolução espanhola, o peronismo na Argentina em paralelo à trajetória e carreira de Vargas até o suicídio. Direção de Jorge Ileli. Brasil, 1963.

 

 

09 – Getúlio Vargas
Documentário que mostra os fatos que marcaram a vida e carreira de Vargas, o cotidiano da época e o suicídio que gerou controvérsias e uma gigantesca comoção social. Com narração de Paulo César Pereio, o documentário utiliza cinejornais produzidos pelo DIP e pela Agência Nacional, fotos de época, discos, discursos de Vargas e textos de literatura de cordel. Direção de Ana Carolina Teixeira Soares. Brasil, 1974.

 

10 – Getúlio
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeDrama biográfico que percorre a intimidade de Getúlio Vargas (Tony Ramos), então presidente do Brasil, em seus 19 últimos dias de vida, em agosto de 1954. Isolado no Palácio do Catete com a mulher Darcy Vargas (Clarice Abujamra) e a filha Alzira Vargas (Drica Moraes), ele sofre as pressões políticas decorrentes da acusação de que teria ordenado Gregório Fortunato (Thiago Justino) assassinar o jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges).  O filme foi inteiramente rodado no interior do Palácio do Catete, RJ, sede da Presidência na época, atual Museu da República. Direção de João Jardim. Brasil, 2014. 

 

11 – Lost Zweig
Resultado de imagem para lost zweigRevive a vida, em Petrópolis, RJ, do escritor austríaco Stefan Zweig (Rüdiger Vogler) autor do célebre livro “Brasil, país do futuro”, e de sua jovem esposa Lotte (Ruth Rieser) que, num pacto até hoje cercado de mistério, decidem suicidar-se na semana seguinte ao carnaval de 1942. O filme, inteiramente falado em inglês, é baseado na obra “Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig”, de Alberto Dines. Direção de Sylvio Back. Brasil, 2003. 

 

 

12 – Villa Lobos, uma vida de paixão
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeRelata a vida de Heitor Villa-Lobos (Marcos Palmeira e Antônio Fagundes), o mais importante compositor do Brasil e reconhecido internacionalmente.  A história inicia com Villa-Lobos já velho com sua esposa Arminda (Mindinha, interpretada por Letícia Spiller), saindo para um concerto no Teatro Municipal onde seria homenageado. Durante o concerto são evocadas lembranças de sua vida desde a infância, passando por sua participação na Semana de Arte Moderna até a criação de um amplo projeto educacional, chamado “música e criança”, aprovado pelo presidente Getúlio Vargas (Carlos Ferreira) que lhe concede a regência de um concerto para grande público. Direção de Zelito Viana. Brasil, 2000.

 

13 – Rádio Auriverde, a FEB na Itália
 Resultado de imagem para radio auriverde filmeDocumentário sobre a participação da FEB na II Guerra Mundial que causou enorme crítica entre dezenas de ex-combatentes da FEB que manifestaram seu repúdio à película pelo tom debochado e irônico, considerado uma afronta à memória daqueles que tombaram no campo de batalha. Fazendo uma colagem de cinejornais da Us Army e Us Signal Corps, ambos dos EUA, e do Cine Jornal Brasileiro, produzido pelo DIP, durante o Estado Novo, o filme destaca que a FEB não passou de moeda de troca nas negociações do Brasil com os EUA para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Direção de Sylvio Back. Brasil, 1991.

 

14 – Senta a Pua
Resultado de imagem para senta a pua filmeDocumentário que reúne entrevistas, fotos e ilustrações para contar a história do Primeiro Grupo de Aviação de Caça do Brasil, que no dia 6 de outubro de 1944 desembarcou no porto de Livorno, na Itália para participar da Segunda Guerra Mundial. Fazia parte do grupo 466 pessoas sendo 49 pilotos e 417 homens de apoio. A saga é relatada pelos próprios pilotos reunindo 23 depoimentos, imagens de arquivo e ilustrações digitais. Direção Erik de Castro. Brasil, 1999.

 

 

 15 – For All, o trampolim da vitória
Resultado de imagem para for all o trampolim da vitóriaRomance cômico, ambientado na cidade de Natal, RN, em 1943, onde os Estados Unidos construíram a base militar de Parnamirim Field. A presença de soldados americanos altera a estabilidade das famílias locais trazendo não somente dólares e eletrodomésticos, mas também o glamour de uma cultura de Hollywood, a música das grandes bandas. Neste contexto, a história se desenrola em torno de uma família de classe média, os Sandrini, que são abalados pelas novas circunstâncias: amores inesperados, reflexos de intrigas políticas, desafios aos preconceitos e testes para a coragem. Foi feita uma reconstituição primorosa da cidade de Natal e usaram-se resquícios da base de Parnamirim Field para a locação de diversas cenas, como a sessão de cinema que abre o filme e as aulas do professor João Marreco.   Direção de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz. Brasil 1997.

 16 – Estrada 47
Resultado de imagem para o mundo em que getulio viveu filmeBaseado em fatos reais e com uma produção primorosa, o filme mostra o drama dos soldados brasileiros, em sua maioria despreparados para o combate tendo que aprender na prática a lutar pela sobrevivência na guerra. Depois de sofrerem um ataque de pânico coletivo, no sopé do Monte Castelo, os soldados Guimarães (Daniel de Oliveira), Tenente (Júlio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar) e Laurindo (Thogum) tentam descer a montanha, mas acabam se perdendo uns do outros. Direção de Vicente Ferraz, 2013

 

 

17 – Vidas secas
Resultado de imagem para vidas secas filmeBaseado no livro homônimo de Graciliano Ramos, conta a história de uma família de retirantes composta por Fabiano (Átila Iório), Sinhá Vitória (Maria Ribeiro), os dois filhos e a cachorra Baleia. Em 1941, pressionados pela seca, eles atravessam o sertão nordestino em busca de meios para sobreviver. Chegam a um casebre abandonado nas terras do fazendeiro Miguel (Jofre Soares). A chuva volta a cair e recupera os pastos. Fabiano trabalha de vaqueiro para o fazendeiro e a família sonha em melhorar de vida. Mas, ao final do primeiro ano de muito trabalho e dificuldades, a miséria da família persista e nova seca se aproxima para assolar o sertão. Com locações feitas em Minador do Negrão e Palmeira dos Índios, no sertão de Alagoas, Vidas Secas é um filme representativo do movimento chamado de Cinema Novo, que abordava problemas sociais do Brasil. Direção de Nelson Pereira dos Santos. Brasil, 1963.

 

18 – Assim era a Atlântida
Resultado de imagem para assim era a atlantidaDocumentário sobre os filmes produzidos pela Atlântida Cinematográfica com cenas de chanchadas, paródias e policiais. As imagens são intercaladas por depoimentos de atrizes e atores que rememoram suas trajetórias na companhia. Fundada em 1941, no Rio de Janeiro, a Atlântida foi a mais bem-sucedida empresa cinematográfica do Brasil chegando a produzir um total de 66 filmes, até o término de suas atividades, em 1962.  A chanchada, o gênero mais popular que misturava musical com humor ingênuo e burlesco, lançou artistas como Grande Otelo, Oscarito, Zé Trindade, Cyl Farney, Eliana Macedo, Julie Bardot e Fada Santoro. Direção de Carlos Manga. Brasil, 1974.

 

19 – Alô amigos (Saludos amigos)
Resultado de imagem para alô amigos disneyDesenho animado criado para promover a Política de Boa Vizinhança e que reúne quatro animações representando um país sul-americano: “Lago Titicaca” (Peru), “Pedro” (Chile), “O Gaúcho Pateta” (Argentina) e “Aquarela do Brasil” (Brasil). Foi o primeiro filme a ter atores reais e personagens de animação contracenando juntos. Lançou o personagem Zé Carioca, um papagaio malandro e simpático que representava, na visão norte-americana, o Brasil e sua gente. Com músicas de Ari Barroso (Aquarela do Brasil) e de Zequinha de Abreu (Tico-tico no fubá) mostra a beleza exótica do Brasil com fauna e flora nem sempre corretas pois inclui flamingos e uma bananeira em que o cacho de bananas nasce de ponta-cabeça. Estúdios Disney. Estados Unidos, 1942.

 

20 – Você já foi à Bahia? (The three caballeros).
Resultado de imagem para você ja foi a bahiaO Pato Donald recebe uma grande caixa no dia de seu aniversário, trazendo três presentes. O primeiro traz um projetor de cinema, contendo um filme sobre aves da América do Sul. O segundo contém um livro sobre o Brasil, que o leva à Bahia ao lado de Zé Carioca. O terceiro tem uma piñata, acompanhada de Panchito, um galo vermelho mexicano. Os personagens fazem uma jornada musical da Antártica ao Brasil e depois até o México. A trilha sonora inclui músicas de Ari Barroso (Na baixa do sapateiro e Os quindins de Iaiá), Dorival Caymmi (Você já foi à Bahia?) e João de Barro (Pregões carioca) e Benedito Lacerda (Pandeiro e flauta). Estúdios Disney. Estados Unidos, 1944. 

 

Fonte: http://www.ensinarhistoriajoelza.com.br/22-filmes-sobre-o-brasil-dos-anos-1930-a-1954/ – Blog: Ensinar História – Joelza Ester Domingues

Ele é mineiro, uai!

Foi em 1902 na cidade de Diamantina, Minas Gerais, que a história de Juscelino Kubitschek começou. O famoso dos “50 anos em 5” além de deixar um extenso legado de desenvolvimento, foi honrado por muitas homenagens devido ao seu caráter popular.Resultado de imagem

E não é pra menos. O único presidente de origem cigana do mundo foi bastante marcante para a história brasileira. E, além do mais, ele era mineiro. Os tais que são considerados dóceis e acolhedores.

Apesar de ter hábitos estranhos, como retirar os sapatos em cerimônias para aliviar a dor do dedo, ou  beber pouco, mas adorar ficar sacudindo o copo ouvindo o barulho dos cubos de gelo balançando, ele era simples e bastante tradicional. E foi com isso que ganhou a confiança do povo durante seu governo.

Popularidade tal, que recebeu além de um memorial projetado por Oscar Niemeyer, em 1981,devido ao fato de JK ter fundado a cidade de Brasília recebeu também uma minissérie “JK” exibida pela rede Globo em 2006, com 47 capítulos, baseada em sua biografia escrita por Maria Adelaide Amaral.

Resultado de imagem para memorial jk oscar niemeyer
Além disso, junto a sua presidência, floresceu um novo movimento cultural que marcou o cenário musical do país. O Bossa Nova, que contou com artistas como, Tom Jobim, Nara Leão, João Gilberto, Vinícius de Morais, entre outros. Que trouxeram inovações na harmonia, na forma e no ritmo musical, que marcaram mais a cultura brasileira com o chorinho, samba e jazz.

E, para celebrar esse encontro entre JK e Bossa Nova, Juca Chaves escreveu, em 1958 a canção:

Presidente Bossa Nova

Bossa nova mesmo é ser presidente
Desta terra descoberta por Cabral
Para tanto basta ser tão simplesmente
Simpático, risonho, original.

Depois desfrutar da maravilha
De ser o presidente do Brasil,
Voar da Velhacap pra Brasília,
Ver a alvorada e voar de volta ao Rio.

Voar, voar, voar, voar,
Voar, voar pra bem distante, a
Té Versalhes onde duas mineirinhas valsinhas
Dançam como debutante, interessante!

Mandar parente a jato pro dentista,
Almoçar com tenista campeão,
Também poder ser um bom artista exclusivista
Tomando com Dilermando umas aulinhas de violão.

Isto é viver como se aprova,
É ser um presidente bossa nova.
Bossa nova, muito nova,
Nova mesmo, ultra nova!

Referências:

 

 

 

 

 

 

E se?

Em algum momento da sua vida você se perguntou “E se…?”.

Diversas perguntas nesse estilo já foram feitas, e algumas levadas a sério, a ponto de se ter realizado uma pesquisa para descobrir o que teria acontecido se…

Apresentamos aqui hoje uma pergunta que nos leva a um Brasil diferente: “E se Getúlio Vargas não tivesse morrido?”

As principais diferenças entre a nossa história e este “mundo paralelo” são:

*Provavelmente o golpe de 1964 teria ocorrido cerca de 10 anos antes;

*A União Democrática Nacional (UDN), partido opositor à Vargas, teria chegado ao poder;

*Getúlio teria saído do poder sendo visto como um homem corrupto, que se importava somente  consigo mesmo;

*As reformas de base teriam se prolongado e questões referentes à educação, ao acesso à terra, etc. teriam sido resolvidas.

 

Estes fatores com certeza mudariam diversos aspectos de nossa história, e nosso país seria algo muito diferente do que é hoje.

Fonte: http://super.abril.com.br/historia/e-se-getulio-vargas-nao-tivesse-se-suicidado/

A crise de 1929 e o New Deal

A grande marca do governo norte americano, até os dias de hoje, é a chamada crise de 1929. Qualquer país capitalista teria medo de passar por algo deste nível, uma crise renomeada como crise da super produção, onde se produzia além do que se era consumido.

Mas como todo bom norte americano, a esperança sempre será a ultima a abandona-los. Quando Franklin Roosevelt assumiu o governo dos Estados Unidos, este, através de um governo intervencionista, e grandes obras públicas, que consequentemente estimularam o emprego, e com isso a continuidade do consumo, estagnado pela crise! Este grande feito levou o nome de NEW DEAL. Este grande feito americano alavancou a economia estadunidense novamente.

Levando em conta tais fatos, e ao que já sabemos sobre o assunto, a recomendação de hoje é de um documentário:

 Capitalism: A Love Story

“É um documentário estadunidense de 2009, dirigido e escrito por Michael Moore. Estreou na 66a Edição do Festival de Veneza em 6 de setembro de 2009 no circuito da competição oficial pelo Leão de Ouro. O filme se centra na crise financeira global de 2007–2009, na transição do governo de George W. Bush para Barack Obama e no pacote de estímulo à economia sancionado pelo último.” (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

OneSheet (Page 1)

Este trás a questão de qual o preço que os EUA pagam pelo seu amor ao capitalismo, lembrando-se que o capitalismo, como todo sistema, tem falhas, e está destinado a quebrar para ressurgir de outra forma, ou sempre estar se auto inovando.

Moore mostra exatamente isso, ele nos leva para dentro da casa de famílias que perdem seus empregos, casas, poupanças, para o grande sonho americano, que acaba se tornando um pesadelo.

Este filme nos faz pensar nas saidas encontradas para a crise, quando o New Deal “foi um apelo aos americanos para de uma forma solidária superarem a crise” o “Estado social surgiu como resposta à Grande Depressão” (como diz o cineasta António), ao adotar medidas como a criação de subsídios para a população pobre e o estabelecimento do salário mínimo.

Os bolcheviques na Rússia socialista e seus decretos

Os decretos bolcheviques foram anunciados assim que os estes declararam o seu sucesso na Revolução de Outubro (26 de outubro de 1917). Os decretos pareciam estar de acordo com a palavra de ordem popular bolchevique “paz, pão e terra“, retomada pelas massas durante os dias de julho (julho de 1917), uma revolta dos trabalhadores e forças militares. O slogan articulou as queixas do campesinato russo, forças armadas e do proletariado. Como o historiador Christopher Leia sugere: “Os bolcheviques tiveram sucesso em unir os diversos movimentos revolucionários direcionando-os para um objetivo”, chamado de estado-socialista. Ao mesmo tempo, deve notar-se que os bolcheviques não criaram nada de novo. Reformas legais semelhantes aos decretos haviam sido discutido na Duma, mas não foram implementadas devido à divergências internas.

430px-dekret_o_mire

O decreto sobre a Paz (Decree on Piece) delineou medidas para a saída da Rússia da
Primeira Guerra Mundial, sem “pagamento de indenizações ou anexações”. Este decreto visou assegurar o apoio aos soldados na desintegração da frente de batalha russa. A veracidade desta garantia bolchevique ficou clara quando Vladmir Lênin aprovou o Tratado de Brest-Litovsk, onde a Rússia se desfaz do seu território Báltico.

 

 

 

 

 

435px-d094d0b5d0bad180d0b5d182_d0be_d0b7d0b5d0bcd0bbd0b5

O Decreto sobre as terras (Decree on Land) , escrito por Vladimir Lênin, foi ap
rovada pelo II Congresso dos Sovietes de Trabalhadores, por soldados e deputados camponeses em 26 de Outubro de 1917, após o sucesso da Revolução. Ele decretou a abolição da propriedade privada e a redistribuição das terras dos latifundiários entre os camponeses. De acordo com este decreto, os camponeses haviam tomado as terras da nobreza, dos mosteiros e da Igreja. Este decreto foi seguido em 19 de Fevereiro de 1918, por um decreto do Comitê Executivo Central do Congresso dos Sovietes, “A Lei Fundamental da Socialização da Terra “. Tais decretos foram substituídos pelo Código Terra 1922.

Através destes decretos, o socialismo russo teve inicio, principalmente o decreto de terras, que redistribuiu o território russo, mudanças essas que contribuíram para a construção do peculiar socialismo soviético.

 

Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_Decree

https://en.wikipedia.org/wiki/Decree_on_Land

 

 

Stalin: herói ou tirano?

stalin-homenagem

Essa notícia soa estranha para você? Pois é! Pode parecer um pouco esquisito, já que muitas vezes ao ouvir o nome Stalin, vem a nossa cabeça um governo repressivo, que matou milhões de pessoas. Mas, mesmo sendo pouco carismático, não é de hoje que o líder russo é homenageado, a primeira celebração pública ocorreu em 1929, em seu quinquagésimo aniversário. Mas por que isso?

Para entendermos o que o Stalin significou para os soviéticos (e ainda significa) é preciso considerar as mudanças feitas por seu governo. O país que antes, era majoritariamente agrário e  extremamente arcaico, em pouco tempo se industrializou e mesmo que em níveis baixos, foi proporcionado à população alimentação, educação, trabalho, habitação, saúde e vestimentas, trazendo certa igualdade social e oportunidade de crescimento pessoal, diz Hobsbawm.

Defender o governo naquela época não era impróprio ou apenas uma consequência das propagandas oficiais, mas também um reflexo da gratidão que a população sentia pelos feitos do líder.

Esse assunto divide opiniões há décadas, alguns ainda são gratos aos feitos de Joseph Stalin, já outros veem o líder como um tirano que matou milhões de pessoas.

russiamoscoustalinhomenagemafp

Cravos e rosas sendo colocados ao redor do busto de Stalin, em homenagem ao líder. 

Continuar lendo